"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... Continuarei a escrever" (Clarice Lispector)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Como fogo e gelo

E eu vou deixar o vento levar o nosso amor.. pra eternizar na mente e na alma. 


Sei a cor dos teus olhos, conheço cada fio do teu cabelo. A tua forma singular de falar, cada centímetro do teu sorriso e o teu jeito mimado de ser, enfim ouço o som da tua voz. Leve como uma brisa, que soa como um vento forte e ao mesmo tempo delicado, atravessando um campo florido onde os lírios e as rosas se curvam como se estivessem prostradas enquanto são acariciadas. O teu olhar brilhante como os raios do sol, iluminando uma clareira e sendo refletido no lago cristalino tentando inutilmente retribuir o eterno presente. Mais não sei o gosto do teu beijo, isso é frustrante como uma noite sem luar. Não poder tocá-la é como o gelo que não pode conviver com o fogo. Os dois se anulam ou se completam? São de uma forma tão simples e intrigante que pensamos que são elementos que não se suportam. Talvez sejamos assim... Uma possível junção, simples, que resulta num elemento diferente dos outros dois fatores iniciais. O Fogo e o gelo resultam em água? Então qual seria o resultado entre eu e você? Seria amor? Ah terrível sensação de não ter a resposta... Mais posso, mesmo que numa tentativa desesperadora, responder a mim que o que eu tenho guardado no meu peito e chaveado pela minha alma é amor. Que você é o sol que aquece e dá a vida ao meu vasto coração. Que você é a brisa que acaricia a minha alma e o doce aguardado beijo que vai dar sentido ao caminho marcado com meus perdidos passos na areia da praia do seu imenso mar.

(Rodrigo O. S.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário